terça-feira, 6 de novembro de 2007

um dia de idiota


Lá estava eu, caminhando pela avenida copacabana, olhando atento a tudo,
pessoas, bancos, animais, olhando atento com o sentimento de que aquilo que via agora seria me presenteado como completasse anos.
atento, por trás dos óculos que escondem as lágrimas, estou hoje perplexo como quem viveu e não vive mais porque não quer.
como quem deixou o cigarro queimar sozinho no cinzeiro vazi.
junto meus figurinos sujos.
acabem com a porra da peps cola!
calma, é só um mal disposto.
enfim, a cor dos meus lábios hoje estão meio pálidos, percebem?
em copacabana brilhavam de sangue.
quando estava destraído assim, como quem não espera nada, de ninguém, de nada, definitivamente nada, me fudi.
assim que os tolos se fodem.
na verdade me destrui, eu mesmo, um idiota total, bombando lágrimas pelo natural e pragmático canal lacrimal.
me destrui não nas palavras mas nas atitudes, nas inseguranças e nos medos.
nas palvaras também.
enfim dois, tô pouco me fudendo agora,
médio.
Em copacabana caiam lágrimas também, lá e aqui caem lágrimas, lá e aqui bombo lágrimas, lá e aqui, porra! caem.
eu sou bom em dividir, em amar, em acariciar, então porque tinha que naquele maldito dia em copacabana a merda da filha da puta da desgraça da maldita e infeliz loucura me apresentar como impulso de vida? Como impulso???
cadê você agora?
Tô lá em copacabana, agora diva, estilhaçado por um frexcão.
Meu corpo se despedaçou em mil com a sacudidela do frexcão, rins, fígado, coração e o tão destrutivo CU separados na orla salgada.
o que faço?
dar ou não dar o CU.
mas ali em copacabana?
uia, tenho vergonha.
Mentira!
Como uma puta que persegue seu pintinho não posso deixar para trás meu CU, quero CU na frente também, bem rebolado e embalado. sacado.
Copacabana me deixou assim, perplexo e sem sentido.